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03/07/2010

Ir e Ver

Olá! Peço desculpas pela demora em postar algo novo por aqui, mas estive com uma enorme gripe que me impediu de me concentrar em algo para escrever aqui. Este é um blog que trato com muito carinho, e prefiro atrasar alguns dias a mais, que publicar qualquer coisa não é mesmo?
Espero que gostem! Grande beijo! =)

*=*

Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por sí, com seus olhos e pés, para entender o que é o seu. Para um dia plantar as próprias árvores e dar-lhes o valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveriamos ser alunos, e simplesmente ir ver.

"Não há como não admirar um homem - Cousteau, ao comentar o sucesso do seu primeiro grande filme: 'Não adianta, não serve para nada, é preciso ir ver' II faut aller voir. - Pura verdade, o mundo na TV é lindo, mas serve para pouca coisa. É preciso questionar o que se aprendeu.É preciso ir tocá-lo." AMYR KLINK

Acho que gosto tanto de viajar como macaco gosta de banana...se pudesse faria uma por semana. Não importa se dentro do país ou fora dele. O ritual de fazer a mala, planejar o roteiro e simplesmente 'ir lá ver', é fascinante! Pode até ser um famoso 'bate-e-volta', saindo de manhã bem cedo e voltando de noite. Respirar ares novos, e mais que isso, vivenciar uma experiência diferente do seu cotidiano, é fantástico. É único. E deve ser registrado.

Gosto muito de fotos, e adoro fazê-las um meio de mostrar o que percebo nessas aventuras que me coloco vez em quando. Aí vão algumas de minha idas e vistas...


Brasil: meu país diverso.

França: romance e bucolismo em cada milímetro.

Suíça: ares Vintage envolvem e apaixonam.

Nova York: a cidade dos sonhos de cada um.

22/06/2010

O Universo: nosso incansável vigilante

Incrível como o Universo conspira, incessantemente, a nosso favor. Hoje pela manhã, estava conversando com meu marido sobre a minha nova empreitada, em que voltei a estudar, para me tornar designer de interiores. Após longos anos no mundo corporativo, decidi me dedicar a este projeto que transcende a realização profissional: é a minha realização como pessoa.

Muitos aspectos foram analisados: tempo sem ser remunerada, tempo investindo dinheiro e o tempo propriamente dito, durante minha nova formação. Ainda a insegurança do 'novo', os julgamentos verbalizados (e os não-verbalizados também) na 'qualidade' de madame - o que definitivamente não é - enfim, diversos pontos foram refletidos, alguns já resolvidos e alguns que, volta e meia, vêm a tona para testar minha decisão. Mas ela está tomada, consolidada, e estou muito feliz!

E voltando ao Mr Universe então, eis que 'ele' decidiu se manifestar para endosso do decidido. Lendo os blogs diários que sigo sobre design interior e afins, me deparei com o post abaixo, escrito por Vivianne Pontes, autora do blog Decoeuração, que compartilho com vocês para servir de inspiração a todas as decisões pendentes que 'por acaso' possuam.

Enjoy it! =D



"A matemática e os gráficos me ajudam muito. A escolher trabalho, a resolver questões pessoais, e até a convencer marido a devolver algo pro lugar de onde tirou. Às vezes a conta é bem simples. Se você trabalha 40 horas por semana, passa pelo menos 35% do seu tempo acordado trabalhando. Se o trabalho não te agrada, é o mesmo que dizer que você passa pelo menos 35% do seu tempo não muito feliz. E os outros 65% se lamuriando por conta de um trabalho que te esgota.


Só que a busca pelo que a gente gosta pode ser mais demorada que os 17, 18 anos que nos dão até o momento da decisão, até o vestibular.


Eu me formei em Farmácia, profissão que tem tanto a ver comigo quanto um batom tem a ver com um tatu. Mas por que não fiz outra coisa? Porque não abandonei o curso pra fazer algo que tinha mais a ver? Resposta simples: aos 17 anos eu não fazia idéia do que queria fazer. Nem aos 20. Nem aos 25. Eu demorei 30 anos pra encontrar algo que eu gostasse e que pudesse ser transformado em profissão. Mas quando encontrei, uau! E porque decorar é algo que eu gosto de fazer, e pelo qual posso ser paga, voltei a estudar, pra aprender a fazer melhor. E conto isso porque acho que devo a vocês a paixão pela decoração.


E qual é a minha dica pra encontrar o que você gosta de fazer? Faça de conta que é um detetive: sua missão é documentar e observar o mundo ao seu redor, como se você nunca tivesse visto antes. Tome notas. O que você mais gosta de ver? E de saber? Documente achados. Perceba padrões. Copie. Trace. Foque em uma coisa de cada vez. Cometa erros de avaliação. Aprenda com os erros. E perceba, no final, que a sua escolha é mais natural do que você pode imaginar.


Ah, e uma vez feita a escolha, bora estudar, que conhecimento não cai do céu, e o que diferencia um hobby de uma profissão é o comprometimento, o profissionalismo, e o domínio da técnica. Isso junto é que vale dinheiro. Porque você quer ser feliz, mas quer ser capaz de pagar suas contas, né não? #fikdik"

Vivianne Pontes é autora do blog Decoeuração
Website: http://www.decoeuracao.com.br/
Twitter: @vpontes

19/06/2010

Aonde foi São João???



Acho que deve fazer parte da minha 'persona-antiqua', apesar dos meus míseros trinta-e-dois aninhos de idade (permita-me dizer!), mas ando vendo que o conceito de 'tradição' há muito, se perdeu no tempo.

Estamos em época de festa junina, e não me deparo tanto com aquela porção de criancinhas lindas pela rua, 'fantasiadas' de Sinhozinhos e Nhazinhas, como via anos atrás. Recordei que no ano passado fui em uma festinha junina de um 'sobrinho-adotivo', que me deixou chocada. Primeiro que a trilha sonora se resumia entre Kelly Key e Calcinha Preta (pasmem! Era festa da turminha primaria!). Depois as gincanas, que passavam longe de pescaria e corrida do ovo na colher, passando a torneios de Wii e coreografias eufóricas em tapetes eletrônicos!

Como uma boa 'tia' participativa é claro, fui a caráter e passei "O Carão", quando as outras 'tias' e mães se depararam com algo tipo monitora de acampamento infantil travestida de Nha Benta! Eu, no caso... :) 

Bem, chegada a hora da Miss Caipirinha! Jesus me abana! Nunca vi tanta sexualidade em tantos protótipos de gente. Meninas de 12, 10 e 7 anos, desfilando rebolantes, enquanto marmanjos distribuiam 'fiu-fius' como que para musas da Playboy em cena! E quanto mais novinhas, mais assovios de prêmio! Choquei. As pequerruchas faziam caras e bocas, sem sequer (e assim espero) saber o que estavam ensinuando! E de caipirinha, N-A-D-A! Uns trajes auto-colantes pelo corpinho ainda em formação, olhinhos marcados por maquiagem carregada que eu mesma mal faço em festas a rigor! Praticamente pequenas Beyonces e Shakiras, pra lá e pra cá.

Aquele dia saí totalmente pensativa, querendo saber aonde foi parar todo o sentido da 'tradicional' festa junina. Não me ative a perguntar as crianças alí, o que era para elas o sentido daquele evento, porque acho que na verdade, tive era medo da resposta.

Nada contra a febre do entretenimento (barato) que a TV impõe na sociedade, principalmente, na criançada. Cada um com seu ganha-pão, fazer o quê. Mas convenhamos: ao menos as escolas poderiam zelar pela preservação da cultura do país, promovendo manifestações como a festa junina, na sua forma mais íntegra possível. São raros os momentos em que nos permitimos vivenciar tais resgates, e é papel de insituições como a escola E A FAMILIA, apoiar esse movimento.

Dançar Quadrilha, correio elegante, bandeirolas, guerrinha de biribinha, barraquinhas de cachorro-quente, quentão e pipoca... ganhar latas de sardinha e caderno de brochura como prenda, corrida de saco, pescaria e dança das cadeiras... vai me dizer que ao menos uma vez no ano, não é gostoso se permitir a brincadeiras tão simples e inocentes como essas?!

11/06/2010

Amar é... ser capaz de se divertir com pouco!


Há quanto tempo você não escreve - a próprio punho - uma carta de amor? Aquele bilhete deixado de surpresa nas coisas da pessoa amada, ainda com as rebarbas da folha arrancada do caderno...Aquelas balinhas de recadinhos inocentes, que arritimavam o coração ao encontrar uma no estojo sobre a carteira...Eram toques sutis e cheios de significados. Vivemos uma era fascinante da tecnologia, mas é preciso fazer perdurar através dos tempos, atitudes simples e pessoais como esta.

Aos enamorados de plantão - como eu - dedico o vídeo abaixo do filme Simplesmente Amor, um dos blockbusters que não canso de assitir, me emocionar e me inspirar, é claro!

No dia dos namorados, deixam de lado a ostentação e apreciem os pequenos gestos, um dia no parque, um filme no sofá, um recadinho na geladeira... e amem, amem muito!



Cenas do filme Simplesmente Amor (Love Actually) / Trilha Love is All Around (R.E.M)

02/06/2010

Tudo tem um porquê, mas não pare no tempo por isso.



Não importam os meios, todos os caminhos nos levam a um só lugar: evoluir como pessoa e espírito. Isso vai além de qualquer religião ou crença. O que difere cada um de nós, é a forma e o tempo que se leva para assimilar esse fato inevitável.

Crer que tudo tem a sua razão de ser, não significa - de forma alguma - acomodar-se, conformar-se, em outras palavras, estaguinar-se. Significa aguçar ainda mais os sentidos para que, de forma ágil e inteligente, sejamos capazes de identificar a 'etapa' a ser concluída. E engana a si mesmo, quem põe a escanteio aquelas etapas mais duras de encarar, porque assim, só estará retardando a própria evolução.

"Penso, logo existo"(1) requer ação, para que seus pensamentos e existência não seja em vão.

Na Índia, são ensinadas as "Quatro Leis de Espiritualidade"(2)...

A primeira diz: "A pessoa que vem é a pessoa certa"
Significando que ninguém entra em nossas vidas por acaso, todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente.......sim.......há algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

A segunda lei diz: "O que aconteceu? A única coisa que poderia ter acontecido”
Nada, nada, absolutamente nada que nos acontece na vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum "se eu tivesse feito tal coisa ..., aconteceu que um outro ...". Não.O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

A terceira diz: "Toda vez que você iniciar é o momento certo"
Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

E a quarta e última: "Quando algo termina, ele termina"
Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução, por isso é melhor sair, ir em frente, seguir em frente e se enriquecer com a experiência.

Acho que não é por acaso que estão a ler isto, se este texto vem a nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado!


(1)"Penso, logo existo" conclusão que o filósofo e matemático René Descartes chegou após duvidar de sua própria existência.
(2)Texto recebido de Maria Lucia Schneider, minha amiga, Nina.

29/05/2010

Afinal, o que é uma vida interessante?



Recebi um texto da jornalista e escritora, Martha Medeiros, que me inspirou a querer administrar ainda melhor 'cada tic e cada toc' do meu relógio, dia a dia.

Alguns sabem que fui uma workaholic por anos e que por muito pouco (mesmo) não tive sequelas físicas, 'consequentes do ritmo inconsequente' que predeterminava cada um dos 365 dias/ano de trabalho, que marcavam meu calendário - sim todos, sem exceção, eram dias de labuta, sob a minha ótica.

Sem tempo para lazer, família, amigos; e pior ainda, sem tempo para mim mesma. Levei esta vida por pouco mais de uma década, quando em mais um novo corte de 'custos' na companhia, foi então a minha vez.
Mas não me arrependo de nenhum empenho dedicado ao meu trabalho, apesar de ter ultrapassado os limites de minha saúde física, mental, emocional e até espiritual. Continuo crendo que nada satisfaz um artista, por mais grandiosa que seja sua obra, se ela não for feita com dedicação, empenho, paixão. A diferença é que hoje entendo que só não devo torná-la uma obsessão, a ponto de fazer a 'tripa a coração' sem saber a quem, a quê, tampouco o porquê...

(...)Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

(...)Você não é Deus. Você é, humildemente, uma pessoa. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

(...)Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinho na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver TV. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas.Voltar a estudar. (...)Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizado e profissional, sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

(...)O homem moderno anda muito antigo.Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for um executivo ISO 9000, não será bem avaliado. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesmo, privilegiar cada pedacinho de si.

(...)E descobrir (...) uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Martha Medeiros, jornalista e escritora (Texto na Revista do Jornal O Globo)

23/05/2010

Dois inteiros, não metades!


Conversando com uma amiga hoje, falavamos sobre relacionamentos. Rompimentos e reatamentos. Interessante como o 'processo', por assim dizer, é exatamente o mesmo: tem a fase "quebra-barraco", a fase "me perdoa pelo amor de Santa Maria Madalena Arrependida", a fase "te conheço?", a fase "nunca mais vou respirar se você não me ligar"...a diferença está na 'fase' de maturidade em que estamos, que distingue a forma de enxergar a situação e assim, a atitude adotada para lidar com ela. 

Bom, mas o caso é que chegamos a conclusão de que não existe a "metade da laranja", a "tampa da panela", "tijolinho da construção"(aff...) ou qualquer outro nome que melhor represente a 'geometria' de uma parte complementando uma segunda parte. Enquanto acharmos que a felicidade só se complementa quando (e se) encontra-se a tal 'outra' parte, o 'outro' pedaço, jamais nos sentiremos completos de fato, porque estariamos sempre esperando por algo alheio a nós mesmos, buscando a almejada (e ilusória) satisfação. Sem contar na incessante expectativa sobre o que não há como ser gerenciado, gerando repetidas frustrações - ora pequenas ora maiores - porque simplesmente, não está em nós, mas no 'outro'.

Então não devemos esperar nada de ninguém? Sim, nada. Descrente de todos? Não, não é isso.

A questão é que devemos nos preocupar em sermos UM INTEIRO, para só então poder encontrar UM OUTRO INTEIRO. A harmonia do relacionamento se estabelece quando DOIS INTEIROS se unem e caminham juntos. Complementar um ao outro não está em preencher lacunas, mas em proporcionar vivências que enriqueçam cada um, como pessoa, individualmente, estabelecendo o relacionamento propriamente dito. Do contrário, o que se tem são duas pessoas vivendo 'isoladamente lado a lado'.

Pensemos assim: se se sente feliz, completo, porque acredita piamente ter encontrado sua 'outra metade', o que será de você, se seus outros '50%' te deixar amanhã? Seja por outra pessoa (olha só! quer dizer então que podem haver outras metades?!hum...) ou de repente, como estamos todos fadados um dia, seu 'outro' pedaço venha a falecer. Não é preciso ser nenhum brilhante matemático para concluir que estará condenado para o resto da vida a ser uma meia-pessoa. Nada será suficiente, viverá no razoavelmente mediano.

Ao ponto em que, uma vez estando consciente de que É SIM UM INTEIRO, estará sempre preparado para ser 100% a tudo em sua vida e seus relacionamentos.

Afinal, não é o que todos procuram? Um relacionamento desfrutado por INTEIRO? Não há nada pior para a consciência, que sair de uma relação sem a clara noção de ter sido INTEIRO durante o tempo que durou, e não metade.

14/05/2010

Escultor de tua propria forma.



Ser escultor de tua propria forma. Quantas vezes permitimos ser moldados, ao inves de criar nosso proprio e unico molde? Seja pela necessidade daquele emprego, ou de ser aceito por um grupo X, ou simplesmente, de sentir-se 'parte'...Tornar-se E manter-se fruto do desejo do outro, garante alem de tudo, a auto-estima aniquilada, inexistente. E de quebra, um dia de vida a mais, totalmente, a toa.


"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim." (Charles Chaplin)

04/05/2010

Minha mãe, ALICE...


Como estou indo viajar e passarei o dia das mãe longe da minha, adianto este post como sendo o "especial do dia das mães".

Bem, minha mãe não deve ser diferente da sua, porque a minha é a melhor mãe do mundo: a sua também, acertei? Pois bem, sendo nós, filhos "da melhor do mundo", posso afirmar que somos todos, sem exceção, abençoados. Primeiro pelo óbvio, termos sidos presenteados com a vida. Boa ou ruim (na concepção de cada um), nós a temos, a vida. E vivemos. Segundo que, mesmo não sendo 'ainda' mãe, é impressionante como 'mãe' aflora um sentimento tão confortante, tão seguro, tão amoroso, que mesmo que tivesse nascido homem, saberia senti-lo perfeitamente. Mãe é um sentimento universal. É nosso ponto de partida para tudo o que somos hoje e ainda seremos amanhã. Nossa referência, nosso norte.

Por ocasião de um destino, a minha se chama ALICE. Aproveitando que está super "in" falar de ALICE, eu tenho uma em minha vida. Da mesma forma, como a personagem, sonhadora, corajosa, descobridora de si mesma. E de um jeito bem desconsertado e subconsciente, eu me espelho nela. E gosto, muito, disso. Mas não é fácil. Tenho que não arredar o pé, enquanto não conquistar o que desejo com sabedoria, humildade e bondade incorruptiveis é pra poucos. Essa é a minha ALICE. A Dona ALICE, como é conhecida.

Uma japinha de 1,5m, 'fogo-no-zói' como diz-se lá em casa. Folego e coragem de uma Leoa. Não se dá por vencida diante a nenhuma adversidade. Pode chorar sim, vez ou outra, quem não chora? Mas se reergue, mais forte que nunca. E enfrenta. E vence. E se não vence, aprende e traça uma nova estratégia para o que há por vir.

Essa é minha ALICE em seu mundo de maravilhas. Alguém que muda de tamanho diversas vezes durante um só dia, gigante diante dos problemas, minúscula para acolher alguém necessitado, e assim segue fazendo suas próprias escolhas e deixando suas pegadas, para que possamos segui-las. Nem ela mesma sabe o tamanho da importância de sua própria existência, na vida de quem ela passa...

Mãe, eu te amo por tudo e por mais um tanto...

28/04/2010

Viva de paixões e se dedique totalmente a elas

"Ninguem se importa se você não dança bem. Apenas levante e dance. Ótimos dançarinos, não são ótimos por conta de sua técnica, eles são ótimos por conta de sua paixão."
(Martha Graham - Imagem extraída do site de Garr Reynolds)


A busca pelo preciosismo nas menores coisas, até pouco tempo atrás, acreditava ser uma grande virtude. Tinha uma obcessão incontrolável pela perfeição em tudo que norteava a minha vida: trabalho, marido, família, amigos, vizinhos, tamanha ela era que me pegava diversas vezes decepcionando alguém (quando não, a todos) e então a mim mesma. Tudo errado. A começar pela hábito de viver pelas expectativas alheias - a famosa necessidade de agradar o outro (quem inventou essa @%$*#?!!) - era uma busca incessante, pelo menos até travar as costas, criar uma gastrite aguda, ter choros inexplicáveis, tristezas infundáveis ou outra manifestação 'psicossomática' do tipo que, obrigatoriamente, suspendia essa missão impossível por um tempo, até 'achar' que já estava ótima para retomar tal propósito da minha existência, que tinha determinado (não sei quando) ser de fato.

Viver pelo outro pode soar 'nobre' de nossa parte, mas helloooo, acredita ainda em 'sangue azul'? Então, God save the Queen, você e os duendes!

Continuar na empreita de buscar a perfeição plena e absoluta, é correr atrás do próprio rabo, viver na estaca zero, colecionar um album repleto de frustrações e por fim (e esse será mesmo 'O Fim'), concluir que não é capaz de fazer nada bem feito.

Não importa o que determine fazer no momento em que acorda. Corra pelado, trabalhe até altas horas, ajude uma velhinha a atravessar a rua ou simplesmente passe o dia vendo TV. Não importa. Desde que seja a SUA escolha, exclusivamente SUA. SEU DESEJO, SUA VONTADE. E aí sim, SE DEDIQUE a isso da melhor maneira possível. O que VOCÊ DETERMINA, merece sua total PAIXÃO nisso.

E se, ainda assim, lá no fundinho do seu coração, vir aquela tímida perguntinha do tipo 'será que vão gostar?'...ok...ok...acontece. Bem, pode ter certeza de que QUEM REALMENTE SE IMPORTA CONTIGO, vai SIM, e muito. Porque verá em você alguém realizado, contente, determinado, 'pra cima'! Quanto aos demais (aliás, dizem que tudo que é 'demais' não faz bem não é mesmo?), pense que ao menos terão dois cotovelos para revezar a dor da inveja. E torça para que estes 'anjinhos-contrários' se inspirem na sua atitude de auto-priorização e um dia façam o mesmo.

Lembrei daquele quadro do Faustão "Se vira nos 30" ou mesmo aquele programa "Ídolos". Chegam a ser descobertos grandes talentos para a indústria do entretenimento, é verdade. Mas concentremos naqueles que vão lá, sem a menor chance (por assim dizer) de ter sucesso. Um passa 30 segundos assoviando o periquito albino da malásia, outro canta entre desafinos e passos desritmados "Uíananou", mas e daí? Ninguém quer aparecer em rede nacional ou internacionalmente no You Tube, para pagar um 'gorilão' desses, porque quer. É claro que, 'talvez' ainda precisem aprimorar mais para 'chegar lá', mas o importante é que acreditaram em si mesmo, na suas respectivas paixões e deram um passo a frente.

A vida só tem graça a quem se arrisca a ser tudo o que quer ser. Deixe sua assinatura em tudo que fizer. Seja você em todas suas ações. Se alguém vai aplaudir ou não, o problema é desse alguém, e não seu.

Passei muito tempo evitando muitos micos, agora quero viver de pagar KING KONGS!

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26/04/2010

Lá em casa, no quintal!


Esse final de semana foi aniversário de minha priminha-sobrinha (é assim que chamamos os filhos de nossos primos?) Luiza, que completou 2 aninhos.

Fiquei pensando em como (e como!) o perfil dos aniversários infantis se transformaram ao longo dos tempos. Ok, ok, ter uma diferença 'singela' de 30 anos entre a pequena Luiza e eu, chega a ser ingênuo da minha parte, acreditar que os mesmos moldes da infância que vivi, se adequariam a de hoje...

Lembro-me das minhas festinhas de aniversário quando moleca. O quintal de casa se transformava em um grande salão de festa: mesa e cadeiras da cozinha pra fora, banquetas da penteadeira e escrivaninha, desciam do quarto lá de cima para acomodar os convidados. Ao lado da mesa, meu avô (sempre inventivo) improvisava com dois cavaletes que construira, uma extensão, ampliando a área do banquete, que minha avó cobria com uma sequência de toalhas de mesa divertidamente incombináveis entre sí.

Sendo mestiça de "gainjim"e japonês, o cardápio da festa era (e confesso, ainda o é até hoje na família) sempre uma combinação como que "ecumênica" de opções gastronômicas: churrasco, farofa e maionese, 'acompanhado' de sushis, sashimis e tofus. Assim, agradava-se ocidente e oriente, como gregos e troianos, de uma só vez.

Lembro também da decoração do ambiente: bexigas coloridas penduradas pelo varal que, apesar do meu medo delas até hoje (sim! tenho medo de bexigas! um dia supero isso!), anunciavam balançantes o dia especial. Balas de côco em papéis-franjinha, formavam uma encantadora cascata na ponta da mesa onde era decretado 'o lugar do Parabéns'. Ao seu lado, o bolo, recheado de leite condensado e ameixa, regado com guaraná, coberto de suspirinhos de glacê e fios de ovos, com a base contornada por um babado pliçado de papel metalizado. Completando o cenário, um punhado generoso de brigadeiros que, enrolados num mutirão de tios, avós e primos, formavam uma completa tabela geométrica: uns redondos,triangulares, outros até exagonais.

A área do entretenimento ficava na garagem, onde as atrações variavam entre pique-esconde, queimada, barra-manteiga, cabra-cega, corre-cotia...A brincadeira da vez era democraticamente definida com o "quem quer brincar de .... põe o dedo aqui que já vai fechar".Todos participavam, ora brincando juntos, ora brigando juntos, mas sempre juntos.

Vez ou outra, dava tempo para minha mãe preparar os saquinhos-surpresa que não era mais surpresa, porque já era sabido 'dever' conter: balas Chita ou de leite Kids, drops Paquera, balas-remedinho (aquelas açucaradas em forma de comprimido colorido), chicletes adams ou ping pong com figurinhas de decalque, lingua de sogra, apito de passarinho e mini ioiô.

Era tudo muito simples, mas a dedicação e interação de toda a familia na organização de cada festinha de casa, são lembranças que guardo comigo, com muito carinho. Pode não ser tão fascinante quanto ter a sua disposição uma gigante piscina de bolinhas coloridas, um escorrega cheio de tuneis e curvas inesperadas, uma mini-montanha russa em formato de lagarta-feliz ou um remix do Parabéns pra Você cheios de "hey! hey!". Mas que meus 'nivers' no quintal que, com o tempo, passaram a bailinhos na garagem, foram tão especiais quanto...ah se foram...

...Rá...Tim...Bum!!!!

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19/04/2010

"EKAM EVEILEB" - ACREDITE!


Essa semana acabei de ler o livro "If you could see me now", de Cecelia Ahern (mesma autora do best seller que se tornou filme "PS: Eu te amo"). Confesso que estava um pouco desconfortável em assumir as 410 páginas em inglês, e posterguei uns bons meses para começa-lo. E me arrependo...de não ter começado a lê-lo logo que comprei! É divino, de uma leveza incrivel em sua abordagem, é viciante!!!

O livro tem partes engraçadas, românticas e tocantes. É mais do que falar sobre amor, o livro ensina a olharmos para dentro de nós mesmos e vivermos. Viver no sentido de não deixarmos de aproveitar certas partes da vida por causa dos erros de outras pessoas. Não ter medo de amar, mesmo que não sejamos correspondidos. Não deixar de sermos quem somos, para tornarmo-nos no que querem que sejamos. Invadirmos as fronteiras do 'socialmente aceitável', para vivermos conforme nossos próprios princípios e valores.

E o principal: acreditarmos sem a necessidade de constatações, nem probabilidades. Isso é ter fé. E nada nem ninguém a tira da gente, somos os únicos responsáveis por mantê-la viva (ou não) dentro de nós.

Viver tendo fé na nossa própria capacidade de nos reerguer e seguir adiante, de aprender algo novo todos os dias se assim desejarmos, de tomar rumos totalmente diferentes quando a rotina se torna irritantemente previsível...tudo podemos sempre, desde que, primeiro, ACREDITEMOS, segundo, NOS PREPAREMOS e então, EFETIVEMOS.

Em 2011, está previsto o lançamento do filme baseado no livro. Hugh Jackman (o famoso Wolverine) está no elenco. Vamos aguardar.

Para quem quiser saber mais do livro e da autora: http://www.ceceliaahern.ie/books_ifyou.html

Ah! E revelando o estranho título deste post, EKAM EVEILEB é o nome que 'Ivan', um dos personagens principais e o mais 'misterioso' deles, dizia se chamar a cidade de onde vinha...era mais uma de suas formas sutis e lúdicas para nos ensinar a crer no que é de fato e não no que pareça ser...

...de trás para frente...MAKE BELIEVE...

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12/04/2010

Fazer o bem e não olhar a quem. Pode crer!


A caminho de casa, na ultima sexta-feira, bateram em meu carro em um cruzamento. Além de avançar no farol vermelho, estar na contra-mão, colidir fortemente do meu lado, simplesmente o condutor do outro veículo, de frente 'arregaçada', radiador esfumaçando, fugiu cantando pneus e de quebra, atingiu a traseira do meu carro, de fora a fora...

Numa atitude totalmente impensada, larguei o carro no cruzamento e como Forrest Gump, corri feito louca, de salto alto, pela avenida, 'perseguindo' o sujeito. Alguns metros a frente, quando a fase 'dei por mim' chegou ao cérebro, retornei desolada, trêmula e ofegante para o carro. Entrei nele, respirei fundo, debrucei sobre o volante e soltei o maior pranto que pude na hora. Voltei a cabeça ao encosto do banco, olhei a minha volta e lá estavam todos os carros enfileirados, estranhamente esperando pacientes a minha retirada do local para deixá-los seguir. Engatei a primeira, subi alguns metros da minha rua (sim!...foi no cruzamento da rua de minha propria casa!) e encostei.

Apareceu uma senhora, de uns 70 anos, em minha janela e me entregou uma placa de carro dizendo "filha, deixou cair". Agradeci, jogando a placa no assoalho do passageiro. Em seguida e também 'do nada', uma mulher apareceu com um copo d'água e um jogo de frases bem intensionadas de consolo. Um motoqueiro encostou, desceu da moto, tirou o capacete e ficou simplesmente olhando, sem dizer absolutamente nada, mas de uma forma esquisita, senti um certo conforto nisso. Um outro rapaz do posto de gasolina da esquina, subiu até o carro e foi despejando uma sequência de palavrões para descrever a atitude do 'cara' (se tem uma forma de te confortar - e que funciona - nessas horas de estresse extremo, desolamento e choro desmedido, é alguém desconhecido despejar tamanho repertório mal-criado e em sua defesa!). Minutos depois, uma menina, de uns 12 anos, apareceu na beira da minha porta e disse 'Tia, eu anotei a placa!' E começou a ditar.

Aquela cena de tantos personagens, arrancou de mim, mais forças ainda para me acabar em mais chororôs, emocionada com toda aquela comoção. Só conseguia agradecer em meio a desafinos, soluços e funga-fungas...

No dia seguinte, pela manhã, meu interfone tocou. Era a moradora do 13 (e quem disse que dá azar hein?!) - que nem sei quem é (bem, devo já ter dividido algumas subidas e descidas de elevador, acompanhados de um cumprimento padrão ou informações meteorológicas tipo 'vai chover hj né', mas de certo, não passou disso). Ela interfonou pra dizer que presenciou todo o acidente, que viu meu crachá pendurado no retrovisor e por isso sabia de onde era, comentou sua indignação diante da atitude covarde do sujeito e se dispôs voluntariamente como testemunha, se necessário...

Diante da atitude irresponsável, egoísta e sim, desumana deste motorista, tive a oportunidade de vivenciar uma série de atitudes totalmente opostas. Pessoas igualmente desconhecidas, como este 'ser inconsequente' também me era, fizeram o que estava a seu alcance ajudar - da placa do carro que caiu ao simples copo d'agua.

Passado o nervoso, agradecido a Deus por absolutamente nada ter acontecido comigo fisicamente, passei o final de semana refletindo tão e somente nessas pessoas de bem, que solidariamente dispuseram de seu tempo para acolher alguém que nem conheciam. E entendi que tudo o mais que aconteceu nessa sexta-feira, foi apenas "um meio" para renovar a minha crença sobre o exercício do amor ao próximo: fazer o bem sem olhar a quem; que confesso, andava bem abalada aqui dentro. Andava!

Quanto ao fato em sí, fiz a ocorrência convencional sobre a colisão para os trâmites necessários de minha seguradora. E uma segunda ocorrência, de natureza 'Fuga do local do acidente' (Art.305 da C.T.B), em que entreguei para a polícia, a placa do carro que aquela senhora de 70 anos me disse ter 'deixado cair'. Simplesmente, era a placa do condutor infrator, servindo de 'evidência física' para intimar o proprietário do veículo a comparecer a delegacia para prestação de contas...

Art. 305 (Código Transito Brasileiro) - Afastar-se o condutor do veículo do local do acidente, para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída: Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.


Acesse o link e faça parte da Campanha Trânsito Mais Gentil: Se você muda, a Cidade muda.

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08/04/2010

Mulher se produz para mulher, SIM!


Recebi hoje um email de minha amiga e foi irresistível escrever esse post. É indiscutível que nós mulheres - por princípio - somos vaidosas. Seja com o corpo ou com o modo de vestir ou com os dois, estamos sempre focadas em estar em linha com que já é pre-estabelecido (há séculos) como o "status quo" da autêntica mulher: 'TO ME ACHANDO!'
Mas o curioso é que fundo, nós mulheres nos 'ajeitamos lindas' para ELAS e não ELES - pasmem! SIM! Vamos dar a mão a palmatória vai! O foco não é exclusivamente impressionar os "machos de respeito" pela roupa sexy, corpo enxuto, cabelos impecavelmente escovados e pele de pêssego. O grande lance é estarmos 'abafando' para chamar a atenção DELAS e assim, desviar qualquer possibilidade do parceiro ser o alvo. E de quebra, fazer o frisson se propagar aos olhos dos demais no local, ah, qual é! Que ego não se infla com tanto? O nosso sim!
Se saímos entre amigas (e só entre nós, meninas), nos arrumamos do mesmo jeito, talvez não tão sexy, mas com certeza com o intuito de aparentar mais jovem e fashion, ah ô se é! "Nossa você ta magérrima!" - "Quem dera! Engordei 1kilo e 700 da ultima vez que pesei" - traduzindo o diálogo: ela é mesmo sua amiga e está te apoiando no seu projeto Peso-Pena do ano. Você com a falsa modéstia, solta essa só para ter o elogio reforçado que vem sempre na sequência: "Ai deixa de bobeira! Você tá ótima!" Pronto, ganhou a noite, estreitou a amizade e inflou o ego.
Homens não reparam em detalhes. Eles vêem o 'todo' (bunda, peito, bunda, peito e...bunda. Ah! E peito também!) e queridos, isso NÃO É um elogio! Compramos uma roupa sexy, uma lingerie a la Moulin Rouge e em poucos minutos lá se foi a produção para o "grand finale". Pô! Repare no corte do vestido, no caimento do tecido, no trabalho artesanal da renda da lingerie!!!! Isso são características visíveis a olho nú (não corpo nú!!!) que qualquer mulher repararia! E é ótimo ver sua produção ser salientada num encontro (homarada! aprendam!!!). E se tentarmos o velho truque da falsa modéstia para reforçar um elogio sobre o peso perdido, o homem solta a pérola: "ÔMI GOSTA DI CARRRRRNI!" - não a toa a paixão por picanha!!! Me sinto um boi de corte quando meu marido vem com essa! Me favoreça!
Por essas e outras que nós mulheres nos produzimos SIM para vocês, mulheres! Vocês nos fazem sentir sempre competitivas, seja apoiando, reparando ou comentando. E a competitividade nos faz sempre querer renovar nosso 'diferencial', seja uma roupa nova ou uns quilinhos a menos. No final das contas, tudo contará a favor da nossa auto-estima!
E deixemos os homens na iludida convicção de que nós não somos unidas...humpf!
PS: Kika minha amiga, obrigada pela imagem cedida! Nos vemos dia 17 na festa do Davi! Vou com uma blusinha super fashion que eu nem comprei ainda! Com que roupa você vai? ;oP

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De cara nova sempre!




O blog Mais de Mim está de cara nova! Aos poucos vou ganhando intimidade com ele e adequando 'forma e conteúdo', para que se torne um ambiente mais agradável de leitura para vocês! Espero que gostem.


Falando de "cara nova", já perceberam que as pessoas estão sempre buscando se reinventar? Um trajeto diferente para evitar o trânsito de sempre, um novo corte de cabelo, um curso para ampliar suas possibilidades de carreira, dar-se um dia de bate-e-volta a praia só pra se lembrar de como é o sol se pondo livre no horizonte, ler aquele livro já empoeirado na última prateleira da sala, fechar de vez aquela porta insistente de um passado sem futuro para abrir enfim uma nova e cheia de desconhecidas possibilidades, surpreender o filho chegando mais cedo em casa, aprender um novo idioma, reorganizar armários e gavetas, resgatar contato com colegas de infância...grandes ou pequenas atitudes não importam. Ao final, todas buscam o mesmo: reinventar-se, renovar-se, redescobrir-se.


E essa busca nos é inerente. Acredite. Mesmo quando a mesmice recai sobre nossos ombros e reclamamos, isso já é um primeiro passo para a auto-reinvenção. Por medo, já posterguei inúmeras vezes, muitas atitudes. Por ansiedade, já tomei várias e admito: a maioria insanas, desmedidas, impulsivas.


Dê ouvidos aos seus momentos de incômodos, analise-os pacientemente, sem pressa nem receios. E então, renove. E quando deixar de ser incômodo, de novo pare, ouça, analise e renove. Porque nesse exato momento, terá aterrissado em um lugar igualmente perigoso: a Zona de Conforto...


Lema pra vida: De Cara Nova Sempre!

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03/04/2010

ALELUIA!



Sábado de ALELUIA! Depois de uma sexta de abençoada bacalhoada em família, cá estou com esse "Judas" abaloando meu estômago (meu Deus! poderia medir minha barriga hoje com a fórmula do "Pi-Erre-Ao-Quadrado" ao invés de fita métrica! argh!), pesando além de tudo a consciência... sorte do "meu Judas" que só vou malhá-lo na segunda, dia de Pilates e muita, mas muita esteira... ele que me aguarde! humpf!


Bem, mas em homenagem ao dia de hoje, estive pesquisando sobre a palavra ALELUIA (curiosa que sou) e encontrei, entre inúmeros links religiosos - uau! não imaginava que a era da internet tinha 'conquistado' tantas igrejas, centros e outras instituições do ramo... imaginem que, em um deles, eu poderia fazer confissões online! Pergunto-me se depois de 'postá-la' viria uma resposta automática com a quantidade de orações a serem feitas e uma assinatura padrão tipo: "obrigado por nos visitar, Deus."


Sei que o que vale (em tudo na vida) é a intenção e que "naquele lugarzinho non-grato e quentinho" dizem que está cheio de boas intenções também (af..), mas ainda sou daquelas que acreditam que os meios justificam os fins e por isso, neste caso pra mim, o meio virtual nos livraria apenas virtualmente de nosso pecados, o que não é exatamente a finalidade (me corrijam se estiver errada)...anyway, salvei nos meus favoritos (para um caso de desespero) e espero lembrar de imprimir o 'comprovante' para aprensentá-lo na "Grande Portaria" quando for a minha vez...


Voltando... enquanto 'googolava' na net, encontrei a definição no Wikipedia (santa enciclopedia aliás) para a palavra ALELUIA e na cultura popular, diz que ela é dita com caráter cômico, quando ocorre algo bom contrário à ordem normal dos acontecimentos, caracterizado como "milagre".


Pensemos então no bom contrário a normalidade...


"CHOVE EM SÃO PAULO. MARGINAIS E PRINCIPAIS VIAS PERMANECEM LIVRES E NENHUM REGISTRO DE PONTOS DE ALAGAMENTO" - ALELUIA!


"SALDÃO NA OSCAR FREIRE. GRIFES DA ALTA COSTURA REMARCAM SUAS PEÇAS A PREÇOS POPULARES NUMA INICIATIVA DE EXTERMINAR A DISCRIMINAÇÃO SOCIAL PELO QUE AS PESSOAS VESTEM" - ALELUIA!


"HONESTIDADE, CARÁTER E 'A EDUCAÇÃO QUE TUA MÃE TE DEU' TORNAM-SE ENFIM INCORRUPTÍVEIS NA POLITICA BRASILEIRA" - ALELUIA!


"90-60-90 DEIXA DE SER MEDIDA IDEAL E MULHERES AGORA ESTÃO LIVRES" - ALELUIA!


"ISRAELENSES E PALESTINOS DECRETAM PAZ E FAIXA DE GAZA AGORA É SÍMBOLO MUNDIAL DE RESIGNAÇÃO E RECOMEÇO" - ALELUIA!


"APROVADA LEI DE 120 DIAS DE FÉRIAS REMUNERADAS" - ALELUIA!


Entre tantos anseios por "aleluias", vivemos nossos dias 'normais'. Não a toa deva ser o Sábado de Aleluia logo no começo de cada ano, se pararmos para pensar em quais 'aleluias' podemos a partir de hoje, dar um passo para torna-las reais. O ano apenas começou, pense nos pequenos 'milagres' que pode concretizar e faça não só um sábado de aleluia, mas um domingo, uma segunda, uma terça...


ALELUIA! ALELUIA! ALELUIA!

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31/03/2010

Combo Celebrity: Big Fama e um par de chifres acompanha!





"Não adiantou nada ganhar o Oscar, Sandra Bullock não tem tudo o que gostaria. O marido da atriz, Jesse James, tem pulado a cerca e a escolha da parceira é bastante polêmica, a modelo Michelle "Bombshell" McGee, totalmente tatuada (inclusive na testa) é o oposto de Sandra".(Vírgula.uol.com.br)

Mas que K-tsu acontece nesse mundo dos famosos?? Trocar seis por meia dúzia leva a pergunta "que vantagem Maria leva", agora, seis por zero-setenta e cinco... ah me economizem! Sr Fenômeno, se "confunde" e leva dois travecos pra casa (fenomenal, diga-se de passagem!); Principe da realeza britânica descarta uma Lady estonteante por uma tiazinha desejando bizarramente ser o "seu tampax" (ahn?); Tigrão ícone do Golf troca esposa lindíssima sabe lá por quem (coisa boa não devia ter sido, já que a Sra Tigrão sentou o taco de golf no fofo); Wood Allen (feio que dói) me pega a enteada (me pego pensando: na hora H o chama de Paizinho? ECAAAAA!!!!); Mr EX-President me marca toca e deixa vestígios de sua empolgação no vestido da estágui (isso é que é um programa de estagio não?! af...) e por aí vai...vão...foram...e continuam indo...

Cadê as histórias de amor? Não estou aqui querendo propagar as figurinhas de "Amar é", mas pô! Tenham ao menos um padrão de qualidade e uma boa dose de bom senso! Se não for pra ser como Tarcísio e Glória, John e Yoko, que encontrem então a sua "Brastemp": Brad e Angelina, Grazi e Cauã (mandou bem hein Grazi!)...e vivam felizes para sempre!

FERAS! CUIDEM BEM DE SUA BELA! VOCÊS PODEM ACABAR TENDO QUE ESCOLHER ENTRE A BRUXA DO MAR OU A DO 71...ISSO SE O BRUTUS E O SEU MADRUGA PERMITIREM É CLARO!

Indignei.

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30/03/2010

E aí? Quem É você? Qual a SUA verdade?




"Que pasara de ahora en adelante? Quien sabe. Solo me puedo enfocar en lo que estoy viviendo ahora. Estos años en silencio y reflexión me han fortalecido y me recordaron que el amor vive dentro de mi, que la aceptación la encuentro en mi interior, y que la verdad solo trae la calma."(Ricky Martin)

Acabo de ler na net que Ricky Martin assumiu sua homossexualidade. Não vou me centrar na sua orientação sexual ou falar sobre o tema "preconceito" em sí. Bem, na verdade, só para me pronunciar brevemente sobre preconceito, o que tenho a dizer é que ele só continua existindo, porque valores tão nobres como respeito e amor ao próximo, cederam lugar à ganância e ao individualismo.E ponto.

Enfim, o fato é que ler em seu blog a postagem e sentir em cada palavra uma sensação de alívio de alguém que há tanto tempo se anulou para permanecer na 'zona de conforto' e que agora com admirável resignação, abriu ou melhor, escancarou seu coração como fez, me comoveu de verdade.

Vivemos todos sob uma influência soberana da sociedade: ricos e pobres, famosos e desconhecidos. Cada um está fadado ao seu peso. TER um corpo esbelto, uma carreira bem sucedida, uma casa própria, filhos exemplares, o carro do ano, uma postura acima de qualquer suspeita... Tudo norteia o verbo TER e não o SER... E SER é saber olhar para dentro de sí, conhecer-se, escutar-se, respeitar-se, julgar-se, amar-se. Só assim podemos SER uma pessoa em plenitude. E isso é o popularmente dito: SER alguém na vida. Não é a sua profissão que te determina, tampouco suas aquisições materiais, quiçá sua orientação sexual. O que te determina como pessoa é exatamente aquilo de que vive fugindo todos os dias: seus próprios "monstrinhos". Encare-os, acolha-os e siga em frente.

Passamos tanto tempo no acostamento de motor ligado, querendo saber que saída pegar, daí, cedo ou tarde o combustível acaba ou a bateria descarrega...

E aí? Quem É você? Qual a SUA verdade?

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29/03/2010

Desejos de uma mulher de 30




A fase dos trinta anos, marca uma literal passagem na vida de uma mulher. Há dois anos (quase três diga-se de passagem), entrei para o "clubinho". Desde então, novas incumbências, prioridades, circunstâncias, são colocadas a prova. A começar pelo novo item na listinha de encomendas: creme anti-idade... um para a noite e outro para o dia. Mais R$70,00 no orçamento do mês. Fora o de celulite, o de corpo, o de mãos, o de pés...CARAMBA! POR QUE NÃO INVENTAM UM COMPACTO tipo 20 EM 1??? Melhor que isso! Por que tudo isso em uma só cápsula?! Devia ser como os celulares de hoje, em que se pode fazer E receber ligações (ooooh!), assistir a tv, ouvir músicas, tirar fotos, filmar, arquivar documentos em word, excel, powerpoint, e ainda enviar tudo por email!!!! EU QUERO UM COSMÉTICO COMPACTO QUE EXTERMINE RUGAS, CELULITE, ESTRIAS, MANCHAS DE SOL, FLACIDEZ, GORDURA LOCALIZADA, RESSECAMENTO DE COTOVELOS, JOELHOS E CALCANHARES, UNHAS FRACAS, CABELOS SECOS E PONTAS DUPLAS E DE QUEBRA, DEIXE MEUS PEITOS MAIORES E MINHA BUNDA EM PÉ!!!! Para o caso de um dia eu precisar disso tudo é claro...(nunca sabemos o dia de amanhã não é verdade?)

Depois vem o novo papel a encorporar na sua vida de trinta: a de nutricionista. Vivo lendo e relendo aquelas minusculas tabelinhas nutricionais, como um jogo de Super Trunfo, onde levo o produto com menor pontuação nos itens: Kcal, Gord.Trans, Gord.Saturadas e Carboidratos. Depois, tudo o que levar o nome Integral e Light. Em seguida, tudo o que conter grãos, ameixa, ômega 3 e colágeno. Ao final tenho um carrinho com mais produtos de limpeza que comida, onde a conta sempre ultrapassará R$120,00... mas que raio de economia é essa em que vivemos??? Tudo bem que minha lista de produtos de limpeza beira o absurdo...(desconfio que minha empregada anda tomando shots de água sanitária... pô! ninguém consome 5lt a cada 15 dias!!!! Nem que eu morasse no laboratório da NASA precisaria de tanta assepsia! Mas enfim, ela pede, eu compro...) Ainda no quesito reeducação alimentar (porque o termo "dieta" me causa ansiedade, logo, como), incluo no cardápio agora, farinha de linhaça dourada, aveia em flocos com farinha de maracujá, iogurte desnatado com adoçante STEVIA que é 100% natural é claro. Para os momentos de desespero, palitos integrais de gergelim que se assemelham aqueles palitos de couro de boi que se compra para entreter cães...(e entretem mesmo! passo mais tempo tendo cuidado em mordiscar um palito daqueles pra não quebrar um dente, que a fome de fato desaparece). Ah! Falando em farinha... ESQUEÇA TODA E QQ COISA QUE CONTENHA FARINHA BRANCA, REFRIGERANTE E FRITURA. (Senhor por que me fizestes culta ao invés de magraaaaaaaaaa?!)

Em seguida, vem a carreira. Dediquei 13 anos dos meus atuais 32, em uma empresa trabalhando na área de comunicação. Aprendi muito, fiz carreira, fiquei conhecida no mercado. No final do ano passado, em mais um trivial corte de custos corporativos, foi minha vez. Desde então, vivo um dilema entre me recolocar no mercado corporativo ou aproveitar a oportunidade (por mais inesperada que tenha sido) e tomar o rumo que de fato me dará prazer pelo trabalho em sí e não pelo prestígio ou remuneração que me dava até então. Aí está o novo dilemo da mulher de trinta: fazer o que gosta ou gostar do que faz. (entenderam o que está por trás dessa frase? a mulher de 30 entende)

Próximo tópico: filhos. Quando é a hora de decidir tê-los??? "Ah você vai sentir o momento"...não existe resposta mais inexata e que aguce ainda mais a minha indecisão do que esta... hoje o que tem determinado a minha hora pelo menos, se resume a um único relógio, o qual 'sentindo ou não o tal momento', mantem-se implacável...O RELÓGIO BIOLÓGICO! Esse tic-tac silencioso que avança minuto a minuto e estreita cada vez mais a relação gravidade e elasticidade...sim! sim! dramático, mas real!Além da física do físico, a relação a dois que se tornará a três ou quem sabe quatro - e não me refiro a nenhum menàge a trois ou uma animada swingueira - como continuar sendo mulher sedutora e criativa e tornar-me mãe dedicada e exemplar? Será que junto com aquele famoso instinto materno, brota dentro de nós um ".exe" para rodar tantos aplicativos distintos simultaneamente? BILL GATES, OUÇA MINHAS PRECES!

Bem entre tantos dramalhões, incertezas, convicções, sigo muito feliz com meus trinta e dois anos, e que da mesma forma será os próximos tantos que ainda viverei. Porque se viver é bom demais, achar razões para rir da vida é melhor, mas muito melhor ainda!!!

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