22/06/2010

O Universo: nosso incansável vigilante

Incrível como o Universo conspira, incessantemente, a nosso favor. Hoje pela manhã, estava conversando com meu marido sobre a minha nova empreitada, em que voltei a estudar, para me tornar designer de interiores. Após longos anos no mundo corporativo, decidi me dedicar a este projeto que transcende a realização profissional: é a minha realização como pessoa.

Muitos aspectos foram analisados: tempo sem ser remunerada, tempo investindo dinheiro e o tempo propriamente dito, durante minha nova formação. Ainda a insegurança do 'novo', os julgamentos verbalizados (e os não-verbalizados também) na 'qualidade' de madame - o que definitivamente não é - enfim, diversos pontos foram refletidos, alguns já resolvidos e alguns que, volta e meia, vêm a tona para testar minha decisão. Mas ela está tomada, consolidada, e estou muito feliz!

E voltando ao Mr Universe então, eis que 'ele' decidiu se manifestar para endosso do decidido. Lendo os blogs diários que sigo sobre design interior e afins, me deparei com o post abaixo, escrito por Vivianne Pontes, autora do blog Decoeuração, que compartilho com vocês para servir de inspiração a todas as decisões pendentes que 'por acaso' possuam.

Enjoy it! =D



"A matemática e os gráficos me ajudam muito. A escolher trabalho, a resolver questões pessoais, e até a convencer marido a devolver algo pro lugar de onde tirou. Às vezes a conta é bem simples. Se você trabalha 40 horas por semana, passa pelo menos 35% do seu tempo acordado trabalhando. Se o trabalho não te agrada, é o mesmo que dizer que você passa pelo menos 35% do seu tempo não muito feliz. E os outros 65% se lamuriando por conta de um trabalho que te esgota.


Só que a busca pelo que a gente gosta pode ser mais demorada que os 17, 18 anos que nos dão até o momento da decisão, até o vestibular.


Eu me formei em Farmácia, profissão que tem tanto a ver comigo quanto um batom tem a ver com um tatu. Mas por que não fiz outra coisa? Porque não abandonei o curso pra fazer algo que tinha mais a ver? Resposta simples: aos 17 anos eu não fazia idéia do que queria fazer. Nem aos 20. Nem aos 25. Eu demorei 30 anos pra encontrar algo que eu gostasse e que pudesse ser transformado em profissão. Mas quando encontrei, uau! E porque decorar é algo que eu gosto de fazer, e pelo qual posso ser paga, voltei a estudar, pra aprender a fazer melhor. E conto isso porque acho que devo a vocês a paixão pela decoração.


E qual é a minha dica pra encontrar o que você gosta de fazer? Faça de conta que é um detetive: sua missão é documentar e observar o mundo ao seu redor, como se você nunca tivesse visto antes. Tome notas. O que você mais gosta de ver? E de saber? Documente achados. Perceba padrões. Copie. Trace. Foque em uma coisa de cada vez. Cometa erros de avaliação. Aprenda com os erros. E perceba, no final, que a sua escolha é mais natural do que você pode imaginar.


Ah, e uma vez feita a escolha, bora estudar, que conhecimento não cai do céu, e o que diferencia um hobby de uma profissão é o comprometimento, o profissionalismo, e o domínio da técnica. Isso junto é que vale dinheiro. Porque você quer ser feliz, mas quer ser capaz de pagar suas contas, né não? #fikdik"

Vivianne Pontes é autora do blog Decoeuração
Website: http://www.decoeuracao.com.br/
Twitter: @vpontes

19/06/2010

Aonde foi São João???



Acho que deve fazer parte da minha 'persona-antiqua', apesar dos meus míseros trinta-e-dois aninhos de idade (permita-me dizer!), mas ando vendo que o conceito de 'tradição' há muito, se perdeu no tempo.

Estamos em época de festa junina, e não me deparo tanto com aquela porção de criancinhas lindas pela rua, 'fantasiadas' de Sinhozinhos e Nhazinhas, como via anos atrás. Recordei que no ano passado fui em uma festinha junina de um 'sobrinho-adotivo', que me deixou chocada. Primeiro que a trilha sonora se resumia entre Kelly Key e Calcinha Preta (pasmem! Era festa da turminha primaria!). Depois as gincanas, que passavam longe de pescaria e corrida do ovo na colher, passando a torneios de Wii e coreografias eufóricas em tapetes eletrônicos!

Como uma boa 'tia' participativa é claro, fui a caráter e passei "O Carão", quando as outras 'tias' e mães se depararam com algo tipo monitora de acampamento infantil travestida de Nha Benta! Eu, no caso... :) 

Bem, chegada a hora da Miss Caipirinha! Jesus me abana! Nunca vi tanta sexualidade em tantos protótipos de gente. Meninas de 12, 10 e 7 anos, desfilando rebolantes, enquanto marmanjos distribuiam 'fiu-fius' como que para musas da Playboy em cena! E quanto mais novinhas, mais assovios de prêmio! Choquei. As pequerruchas faziam caras e bocas, sem sequer (e assim espero) saber o que estavam ensinuando! E de caipirinha, N-A-D-A! Uns trajes auto-colantes pelo corpinho ainda em formação, olhinhos marcados por maquiagem carregada que eu mesma mal faço em festas a rigor! Praticamente pequenas Beyonces e Shakiras, pra lá e pra cá.

Aquele dia saí totalmente pensativa, querendo saber aonde foi parar todo o sentido da 'tradicional' festa junina. Não me ative a perguntar as crianças alí, o que era para elas o sentido daquele evento, porque acho que na verdade, tive era medo da resposta.

Nada contra a febre do entretenimento (barato) que a TV impõe na sociedade, principalmente, na criançada. Cada um com seu ganha-pão, fazer o quê. Mas convenhamos: ao menos as escolas poderiam zelar pela preservação da cultura do país, promovendo manifestações como a festa junina, na sua forma mais íntegra possível. São raros os momentos em que nos permitimos vivenciar tais resgates, e é papel de insituições como a escola E A FAMILIA, apoiar esse movimento.

Dançar Quadrilha, correio elegante, bandeirolas, guerrinha de biribinha, barraquinhas de cachorro-quente, quentão e pipoca... ganhar latas de sardinha e caderno de brochura como prenda, corrida de saco, pescaria e dança das cadeiras... vai me dizer que ao menos uma vez no ano, não é gostoso se permitir a brincadeiras tão simples e inocentes como essas?!

11/06/2010

Amar é... ser capaz de se divertir com pouco!


Há quanto tempo você não escreve - a próprio punho - uma carta de amor? Aquele bilhete deixado de surpresa nas coisas da pessoa amada, ainda com as rebarbas da folha arrancada do caderno...Aquelas balinhas de recadinhos inocentes, que arritimavam o coração ao encontrar uma no estojo sobre a carteira...Eram toques sutis e cheios de significados. Vivemos uma era fascinante da tecnologia, mas é preciso fazer perdurar através dos tempos, atitudes simples e pessoais como esta.

Aos enamorados de plantão - como eu - dedico o vídeo abaixo do filme Simplesmente Amor, um dos blockbusters que não canso de assitir, me emocionar e me inspirar, é claro!

No dia dos namorados, deixam de lado a ostentação e apreciem os pequenos gestos, um dia no parque, um filme no sofá, um recadinho na geladeira... e amem, amem muito!



Cenas do filme Simplesmente Amor (Love Actually) / Trilha Love is All Around (R.E.M)

02/06/2010

Tudo tem um porquê, mas não pare no tempo por isso.



Não importam os meios, todos os caminhos nos levam a um só lugar: evoluir como pessoa e espírito. Isso vai além de qualquer religião ou crença. O que difere cada um de nós, é a forma e o tempo que se leva para assimilar esse fato inevitável.

Crer que tudo tem a sua razão de ser, não significa - de forma alguma - acomodar-se, conformar-se, em outras palavras, estaguinar-se. Significa aguçar ainda mais os sentidos para que, de forma ágil e inteligente, sejamos capazes de identificar a 'etapa' a ser concluída. E engana a si mesmo, quem põe a escanteio aquelas etapas mais duras de encarar, porque assim, só estará retardando a própria evolução.

"Penso, logo existo"(1) requer ação, para que seus pensamentos e existência não seja em vão.

Na Índia, são ensinadas as "Quatro Leis de Espiritualidade"(2)...

A primeira diz: "A pessoa que vem é a pessoa certa"
Significando que ninguém entra em nossas vidas por acaso, todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente.......sim.......há algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

A segunda lei diz: "O que aconteceu? A única coisa que poderia ter acontecido”
Nada, nada, absolutamente nada que nos acontece na vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum "se eu tivesse feito tal coisa ..., aconteceu que um outro ...". Não.O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

A terceira diz: "Toda vez que você iniciar é o momento certo"
Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

E a quarta e última: "Quando algo termina, ele termina"
Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução, por isso é melhor sair, ir em frente, seguir em frente e se enriquecer com a experiência.

Acho que não é por acaso que estão a ler isto, se este texto vem a nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado!


(1)"Penso, logo existo" conclusão que o filósofo e matemático René Descartes chegou após duvidar de sua própria existência.
(2)Texto recebido de Maria Lucia Schneider, minha amiga, Nina.